Dica Casa- Como Usar e Conservar os Potes de Cozinha- Lojas Alvorada

Eu que não tenho escritório nem horários fixos, estou sempre por aí, procuro fazer vários “almoços” em porções congeladas. Assim evito comer porcaria na rua e me alimento de forma mais saudável. Então... haja potinhos! 



Fabricados em tamanhos e materiais variados (plástico, vidro, aço inox, cerâmica...), os potes são essenciais em qualquer cozinha. Eles são usados para armazenar mantimentos secos como farinha de trigo, arroz ou açúcar, mas também servem para acondicionar na geladeira, por exemplo, as sobras das refeições e os vegetais higienizados e  os congelados.


Nem sempre a gente sabe o que pode e o que não pode guardar em cada tipo de pote e  como limpá-los corretamente. Para sanar essas e outras dúvidas, o UOL Casa e Decoração conversou com especialistas e lhe dá dicas de como fazer um bom uso desses utensílios indispensáveis.

Em que pote guardar?

Os
 potes de plástico são bastante utilizados para armazenar alimentos secos como bolachas, farinhas, grãos, pó de café e açúcar. Mas esses mantimentos também podem ser conservados em recipientes de vidro, aço inox, cerâmica e acrílico. Qualquer que seja o tipo de vasilha, sempre escolha produtos que contenham tampas de boa qualidade para uma vedação eficiente.
Nos casos da armazenagem de alimentos preparados ou pré-prontos, o tipo mais indicado é o de vidro. Produzidos basicamente com sílica, eles são menos reativos a outras moléculas, além de serem menos suscetíveis à proliferação de micro-organismos ou à impregnação de cheiros e/ou gostos.
Evite potes de plástico, sobretudo quando for guardar alimentos líquidos ou pastosos, como molhos. O recipiente pode ficar manchado e apresentar odor após o uso, porque o plástico, por ser poroso, tende a absorver o líquido. Também não é recomendável que os potes de aço inox sejam usados para conservar comidas ácidas e/ou com muito sal, pois são suscetíveis às manchas e há o risco do utensílio alterar o sabor do alimento.

Atente-se à composição dos potes de plástico!

Cuidado ao adquirir potes de plástico que apresentem em sua composição Bisfenol-A (BPA) e Ftalatos, porque essas moléculas podem causar danos à saúde. No Brasil, a uso de BPA na produção de certos plásticos associados à embalagem de alimentos é controlado, mas a substância pode ainda ser encontrada no limite de 0,6 mg para cada quilo de plástico. Em caso de dúvida, consulte a empresa fabricante.


Alimentos quentes

O uso de potes plásticos sem Bisfenol (BPA) e Ftalatos é livre, mas evite armazenar alimentos quentes ou levar os recipientes ao micro-ondas, porque a alta temperatura pode transferir compostos do material para a comida ou alterar seu sabor. Sempre prefira os potes de vidro, pois não liberam substâncias químicas quando aquecidos, não deformam e resistem ao calor por mais tempo.

Potes manchados ou rachados

Descarte os potes que apresentarem rachaduras e alteração de cor, porque ao usá-los, resíduos do material constituinte podem ser liberados na comida. Além disso, restos de alimentos tendem a ser acumulados nas fissuras (você já reparou em risquinhos pretos nos seus?) e colaborar para a propagação de bactérias e fungos.

Tampas estragadas

Tampas fabricadas em metal que apresentem sinais de ferrugem ou as feitas de plástico que estejam rígidas, com coloração alterada ou trincadas devem ser trocadas, porque, certamente, a vedação não será eficiente e, com isso, o risco de contaminação aumenta.

Dicas para higienizar os potes:
     

Água e sabão

O melhor modo de lavar os potes, independentemente do material que os estrutura, é utilizando água e detergente ou sabão neutros.

·         Esponja macia

Qualquer que seja o tipo de pote, use sempre uma esponja macia durante a higienização para não danificar o material.

·         Truque

Antes de lavar potes de vidro ou de plástico muito engordurados, coloque dentro do recipiente cerca de um copo de água morna misturado a uma colher de sopa de vinagre e a uma colher de café de bicarbonato de sódio. Aguarde de dez a 15 minutos e em seguida higienize-os com água e sabão. Esta solução ajuda a remover a gordura e a tirar o odor do alimento impregnado no utensílio.

·         Após lavar, seque bem com um pano de prato limpo

É ideal manter o pote seco, pois a umidade permite (e facilita) a proliferação de micro-organismos.
·  
Se atente à qualidade da esponja utilizada. Após o uso, remova o sabão e mantenha a esponja bem seca, porque, quando úmida, se torna um meio de cultura para bactérias e fungos. A cada dois ou três dias, deixe a ferramenta de limpeza por três a cinco minutos em uma solução de água (um copo) e hipoclorito de sódio (uma colher de café). Em um período de 7 a quinze dias, troque-a por uma nova.


Fontes: Anvisa; Ana Afonso, consultora de organização residencial e empresarial; Carlos Alberto Rodrigues Anjos, professor da área de embalagens da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Welington Luiz de Araújo, professor e pesquisador do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP).


Onde...


Lojas Alvorada

Enxovais & Utensílios de Cozinha

Highlights info row image
(11) 4411-7415





Nota PLASTIVIDA
A Plastivida e o Instituto do PVC esclarecem que os plásticos são atóxicos, inertes e seguros. As informações apresentadas no texto de que alguns oferecem risco à saúde humana são absurdas e totalmente incorretas. Nos Estados Unidos, as embalagens de plásticos que entram em contato com alimentos são rigidamente regulamentadas pela Food and Drug Administration (FDA). No Brasil, a mesma preocupação de se garantir produtos seguros aos consumidores se dá por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que através da Resolução RDC 105, de maio de 1999, diz: “Regulamenta as embalagens e equipamentos, inclusive revestimentos e acessórios, destinados a entrar em contato com alimentos, matérias-primas para alimentos, águas minerais e de mesa, assim como as embalagens e equipamentos de uso doméstico, elaborados ou revestidos com material plástico”.
Mais um exemplo vem da União Européia. Em janeiro de 2015, a European Safety Authority (EFSA) emitiu relatório afirmando que o BPA não apresenta risco a saúde. Além do FDA e EFSA, outros órgãos regulamentadores tem chegado à conclusões científicas similares, tais como Health Canada – Canadá, Food Standards Autralia New Zeland – Austrália e The Janpanese National Institute of Advanced Industrial Science and Technology – Japão.
Sobre os Ftalatos, são substâncias usadas há mais de 50 anos sem um único casorelatado de problemas de saúde. Trata-se de alguns dos produtos químicos mais estudados no mundo. São estudos de avaliação de riscos rigorosos realizados não só pela União Europeia, como também por outros órgãos científicos internacionalmente respeitados.
Os resultados têm demonstrado a segurança dessas substâncias nos vários segmentos onde são utilizados. Efeitos adversos para a saúde são observados apenas em estudos com ratos. Mesmo assim, tais efeitos são notados em testes com exposição, destes roedores, em níveis elevadíssimos de Ftalatos, aos quais a população não é submetida. Portanto, a extrapolação desses estudos não pode ser aplicada a seres humanos, o que torna o uso dos Ftalatos seguro.
Em resumo, embalagens e produtos que entrem em contato com alimentos, independentemente da sua matéria prima, são avaliados e regulamentados pelos órgãos responsáveis, que atestam sua segurança à saúde humana. Os plásticos não fogem à regra e são largamente utilizados, pois trazem benefícios às pessoas – economia, proteção ao alimento, à água, oferecem segurança, higiene, bem estar e qualidade de vida.
A Plastivida e o Instituto Brasileiro do PVC atuam para promover as características e benefícios dos plásticos. São produtos versáteis, inertes, atóxicos, de excelente custo-benefício, o que os fazem presentes em diversos segmentos do dia a dia das pessoas. Além disso, as entidades representam uma cadeia de fabricantes que atua sob a luz da ética, sustentabilidade e respeito às legislações vigentes no Brasil.
Miguel Bahiense
Presidente

Plastivida e Instituto Brasileiro do PVC